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Sem crise, franquias estão em alta

Publicado em: 19/02/2009 | Por: Revista Mercado

O especialista em Franchise, Marcus Rizzo, toma como base o período das duas últimas décadas e afirma, considerando todos os planos econômicos e instabilidades financeiras que o Brasil passou, que as franquias sempre foram as últimas a entrar em crise e as primeiras a sair dela. Ainda vai além informando que enquanto 75% das pequenas empresas fecham suas portas até o quinto ano de atividade, apenas 8% das franquias não dão certo no mesmo período.

Para especialistas, essa maré boa para o setor de franquias, mesmo em meio a tantas incertezas causadas pela crise, deve-se em parte ao baixo risco que o investimento em franquias oferece. Consideradas o investimento mais seguro para quem quer empreender, as franquias oferecem uma bagagem completa, que inclui marca consolidada e clientes cativos, o que significa a não necessidade de passar pelas dificuldades de se consagrar partindo da estaca zero. Para quem está há mais tempo nesse mercado, o investimento em franquia, além de proporcionar uma grande estrutura de apoio para a abertura do negócio, disponibiliza uma rede bem estruturada que consegue oferecer o suporte necessário ao seu bom andamento, mesmo em tempos de crise, graças à coleção de práticas bem-sucedidas de gestão, experiência e conhecimento mercadológico.

De acordo com o especialista em Franchise, Marcus Rizzo, da Rizzo Franchise - empresa paulista que realiza pesquisas em Franchise em todo o Brasil e América Latina -, nos últimos 20 anos, em todos os planos econômicos e instabilidades financeiras que o Brasil passou, as franquias sempre foram as últimas a entrar em crise e as primeiras a sair dela. Por isso, segundo Rizzo, quem estava prestes a realizar investimentos e não quer arriscar agora em ações ou pacotes bancários devido à crise econômica mundial, pode seguramente investir seu capital numa franquia. “Enquanto 75% das pequenas empresas fecham suas portas até o quinto ano de atividade, apenas 8% das franquias não dão certo no mesmo período. Franquia é um negócio testado e que possui as menores taxas de mortalidade, por isso é hoje o investimento que apresenta o menor risco do mercado”, explica Rizzo. Para comprovar sua análise, a Rizzo Franchise apresentou uma pesquisa com as cem melhores cidades com potencial para investir em negócios que possuem menores tendências de instabilidade e mercado comprador latente e com possibilidade de alta. Os mais de 5 mil municípios brasileiros foram analisados pela Rizzo cruzando os dados de potencial de consumo de produtos e serviços com a oferta local dos produtos e serviços. O resultado é um ranking que aponta as melhores capitais, as melhores cidades de cada Estado e as melhores cidades não-capitais para investir nesta época de crise, como o ranking dos setores mais promissores em cada uma delas.

O especialista em franquias alerta que a pesquisa mostra alguns resultados surpreendentes, pois algumas cidades como São Paulo e Uberlândia, por exemplo, aparecem como primeiras colocadas no ranking de melhores oportunidades para investir em setores que já foram considerados por muitos investidores como saturados. É o caso do setor da Educação, um dos grandes potenciais para crescimento, segundo o estudo, que no ranking de investimento de São Paulo aparece em 1º lugar e no de Uberlândia em 2º.

Ao que parece, não é só São Paulo ou Uberlândia, mas outras cidades brasileiras também aparecem como bons locais para o investimento em franquias no setor da educação. Goiânia está entre elas. Exemplo disso é o caso do empresário Sérgio Campos de Moraes que decidiu apostar no mercado de ensino de idioma na capital goiana como máster franqueador da Park Idiomas, uma organização com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que atua com treinamentos de idiomas no Brasil através de metodologia própria. Máster franqueador é aquele investidor que atua como subfranqueador detendo os direitos de comercialização e suporte de gestão de determinada marca em níveis regionais e, dessa forma, reduzindo a distância entre franqueador e franqueado. Foi sob essa condição que Sérgio Campos se tornou parceiro de negócios da Park em agosto do ano passado. Em menos de quatro meses conseguiu a abertura de um centro de ensino Park, e em dezembro já estava com mais uma unidade vendida em fase de implantação e outras duas em negociação. “Estou muito satisfeito com o meu sucesso em tão curto espaço de tempo e credito isso à escolha que fiz em optar por trabalhar com a franquia da Park Idiomas, que apresenta, entre outras vantagens, metodologia de ensino e modelo de negócio diferenciados”, esclarece.
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